O demiurgo da construção nacional

o pensamento industrialista de Azevedo Amaral

  • Maria Aparecida de Paula Rago
Palavras-chave: Azevedo Amaral, autocracia burguesa, capital atrófico, pensamento conservador, industrialismo

Resumo

A construção da moderna sociabilidade capitalista brasileira trilhou um caminho particular, nas primeiras décadas do século XX, em que uma situação de complementaridade e contradição estrutural entre o historicamente velho, representado pelo latifúndio agroexportador, e o historicamente novo, desempenhado na figura da indústria, resultaram no desenvolvimento social tardio e atrófico de nossa realidade. O entendimento dessas contradições histórico-sociais se transformou em fonte de preocupação para o pensamento de natureza autocrático e o pensamento crítico nacional. Entre os representantes burgueses da primeira corrente, merece especial atenção, os assim chamados “construtores da ordem”, cujos representantes, em que pesem algumas diferenças, esquadrinharam soluções modernizantes que tinham em comum o conservadorismo. Nessa esfera, encontra-se Antônio José de Azevedo Amaral, industrialista, defensor do “estado autoritário” intervencionista promotor de uma “renovação conservadora” sob a liderança de Getúlio Vargas. Este artigo pretende analisar as principais características das formas conservadoras do pensamento social no Brasil nas primeiras décadas do século XX e, em especial, os traços distintivos do pensamento industrialista de Azevedo Amaral.

Biografia do Autor

Maria Aparecida de Paula Rago

Doutora, professora da FEA-PUC/SP.

Publicado
2019-11-27
Seção
Dossiê Pensamento conservador brasileiro do século XX